Waqrapukara: Um tesouro arqueológico e natural de Cusco
é um dos destinos arqueológicos mais impressionantes de Cusco e do Peru. A sua arquitetura imponente, combinada com uma paisagem natural deslumbrante, torna este lugar uma experiência inesquecível para os amantes de trekking, história e conexão espiritual com a natureza. Só de olhar para ele, Waqrapukara deixa sem palavras aqueles que se aventuram a conhecê-lo.


Tabla de Contenidos
O que é Waqrapukara e o que significa o seu nome?
O nome Waqrapukara vem do quíchua e costuma ser traduzido como «fortaleza dos chifres» ou «montanha dos chifres», devido à forma peculiar das suas formações rochosas. No entanto, alguns especialistas apontam que, na época inca, não existia gado bovino, pelo que esta denominação pode não ser totalmente precisa.
Por isso, acredita-se que originalmente o local fosse conhecido como Llamapukara (fortaleza da lhama), um termo mais adequado ao contexto cultural andino. Outra denominação possível é Llaqtapukara, que seria traduzido como «quartel do povo», fazendo referência à sua função como último refúgio da resistência da população Qanchis contra a conquista inca.
De acordo com interpretações linguísticas e arqueológicas — como as do arqueólogo Miguel Cornejo —, Waqrapukara representa claramente a arquitetura do poder, refletindo o controlo político, religioso e estratégico.


Localização e altitude
Este magnífico sítio arqueológico está localizado no distrito de Acos, província de Acomayo, no departamento de Cusco, a uma altitude aproximada de 4.140 metros acima do nível do mar (msnm). A sua localização privilegiada permite vistas panorâmicas espetaculares de cânions, montanhas e vales andinos.
Clima e melhor época para visitar
- Maio a outubro: Época fria e seca, considerada a melhor época para visitar Waqrapukara. Há menos chuvas, céu limpo e paisagens mais nítidas, embora durante o dia possa haver sol intenso.
- Novembro a abril: Época chuvosa, com maior presença de precipitações e ventos.
As temperaturas variam entre 19 °C como máxima e 6 °C como mínima, sendo as noites consideravelmente mais frias.
Rotas de acesso
Existem várias rotas para chegar ao sítio arqueológico, dependendo do nível de experiência e do tempo disponível:
Rota Wayqui – Waqrapukara
- 1 hora e 30 minutos de caminhada
- A mais recomendada, ideal para caminhadas curtas com vistas impressionantes.
Rota Champi – Waqrapukara
- 2 horas e 30 minutos
- Parte do centro populoso de Champi.
Rota Acomayo- Waqrapukara
- Começa na estrada asfaltada de Acomayo
- Duração aproximada de 4 horas e 30 minutos.
Rota Sangarará – Waqrapukara
- Caminhada de aproximadamente 5 horas.
Rota Pitumarca – Waqrapukara
- 5 horas de caminhada
- Inclui vistas da lagoa de Pitumarca.
Rota Chosecani – Waqrapukara
- 5 horas
- Liga-se à rota de Sangarará.
Rota Santa Lucía – Waqrapukara
- 2 horas de caminhada
- Uma das rotas mais acessíveis.
Recomendação: Se não conhece o percurso, é aconselhável contratar uma agência de turismo ou contar com guias locais especializados.


Excursão e Itinerário da excursão
A Life Expeditions é uma experiência de aventura e cultura que começa bem cedo, com o recolhimento no seu hotel em Cusco às 4h da manhã.
A viagem segue em direção ao Vale Sul, com uma parada em Quiquijana para desfrutar de um café da manhã energético. Durante o trajeto, é possível apreciar paisagens naturais como a lagoa Pomacanchi, uma das maiores da região, cercada por campos agrícolas e montanhas andinas.
Posteriormente, segue-se por uma estrada não asfaltada até a vila de Santa Lucía, ponto de partida da caminhada. A caminhada de aproximadamente três horas oferece vistas espetaculares do cânion do rio Apurímac, um dos mais imponentes do Peru.
No mirante de Waqrapukara, faz-se uma pausa para tirar fotos da fortaleza em forma de chifres e do desfiladeiro. Em seguida, desce-se até o sítio arqueológico.
A visita guiada tem uma duração aproximada de 90 minutos, durante os quais se exploram templos, terraços e estruturas pré-incas e incas. O regresso a Cusco é feito pela mesma rota, com chegada prevista para as 19h.


O que levar para a excursão a Waqrapukara?
Por se tratar de uma zona deserta sem pontos de abastecimento, recomenda-se levar:
- Roupas quentes
- Casaco impermeável ou corta-vento
- Protetor solar
- Boné ou chapéu
- Sapatos de trekking
- Garrafa de água
- Kit de primeiros socorros pessoal
- Alimentos leves
Este equipamento garante uma experiência confortável e segura
História e valor cultural
foi um importante centro administrativo e religioso durante diferentes fases da ocupação humana. Os primeiros habitantes foram a etnia Qanchis, por volta de 2500 a.C., que o utilizaram como local de culto ao deus Teqsi Pachacamaq Wiraqocha.
Durante a expansão do Império Inca, o local manteve a sua relevância estratégica. Na época inca, foi palco de uma rebelião liderada por Ttito Qosñipa contra o Inca Wayna Qapaq, devido ao aumento dos tributos têxteis.
Ttito Qosñipa refugiou-se durante meses em Waqrapukara, período em que se presume que tenham sido construídas as duas torres de vigia. O conflito culminou com uma estratégia política: o Inca concedeu-lhe uma princesa real como esposa e incorporou-o ao seu exército. Desde então, Waqrapukara consolidou-se como santuário oficial do deus Sol.
O local foi declarado Património Cultural da Nação em 17 de julho de 2017.

Conclusão
Waqrapukara não é apenas um destino turístico, mas um espaço onde convergem história, espiritualidade, arquitetura e natureza. A sua majestade e profundo significado cultural tornam-no um local imperdível para quem deseja conhecer o legado andino além dos circuitos tradicionais de Cusco. Visitar Waqrapukara é caminhar entre montanhas sagradas e reviver a resistência e grandeza das civilizações pré-hispânicas.
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