Qoyllur Rit’i – Assombroso caminho místico rumo ao Cinajara
A peregrinação ao Senhor de Qoyllur Rit’i, celebrada todos os anos entre o final de maio e início de junho no santuário de Cinajara, Cusco, é uma das manifestações religiosas mais grandiosas e sagradas dos Andes. Reúne uma multidão de peregrinos em um sincretismo único entre a fé católica e as tradições andinas, com procissões, danças e rituais nos glaciares. O caminho místico até o nevado Cinajara é uma aventura imperdível para quem visita Cusco: natureza, cultura e espiritualidade em um só percurso.
Reconhecida pela UNESCO em 2011 como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, esta festividade conecta espiritualidade, cultura e natureza, tornando-se um símbolo de identidade comunitária e um atrativo turístico de grande relevância. É, acima de tudo, uma celebração transformadora que reflete a força viva dos Andes.
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Localização Qoyllur Rit’i
O Santuário do Senhor de Qoyllur Rit’i encontra-se no paraje de Cinajara, no distrito de Ocongate, província de Quispicanchi, Cusco, a mais de 4.800 m de altitude.
A peregrinação começa no povoado de Mahuayani, de onde os fiéis percorrem cerca de 8 km até o santuário.
O que significa Qoyllur Rit’i?
Qoyllur Rit’i, dois vocábulos quechuas, significa “Estrela de Neve” ou “Neve Brilhante”. É o nome de uma das peregrinações mais importantes dos Andes, celebrada no paraje de Cinajara, Ocongate, Quispicanchi, Cusco, Peru, ao pé do nevado Ausangate. A festividade combina a espiritualidade andina com a devoção católica.
Qual é a história do Senhor de Qoyllur Rit’i?
No distrito de Ocongate, Quispicanchi, Cusco, celebra-se um rito profundamente simbólico: embora sua expressão visível seja a imagem de Cristo, sua essência reside na união do ser humano com a natureza. Este ritual, ligado à fertilidade da terra e à veneração dos Apus — as montanhas sagradas que protegem as comunidades — faz parte de uma das maiores festas indígenas da América.
A cerimônia principal acontece ao pé do imponente nevado Ausangate, onde milhares de pastores, comerciantes e visitantes se reúnem no santuário de Cinajara para participar da peregrinação. A tradição conta que o Menino Jesus, disfarçado de humilde pastor, apareceu a um menino indígena chamado Marianito Mayta, com quem fez amizade. Ao serem descobertos vestidos com ricos trajes, os pais avisaram ao pároco Pedro de Landa, que tentou capturar o Menino sem sucesso. Em seu lugar surgiu uma rocha, enquanto Marianito faleceu imediatamente. Desde então, a imagem do Qoyllur Rit’i ficou gravada na pedra, tornando-se um símbolo eterno de fé e devoção.
Esta história, que mistura mito, espiritualidade e tradição, transforma a peregrinação em uma experiência única: um encontro onde a fé católica e a cosmovisão andina se fundem em um mesmo pulsar, atraindo milhares de pessoas que buscam viver a magia e a força dos Andes.
Em que dia se celebra Qoyllur Rit’i?
A festividade do Senhor de Qoyllur Rit’i varia a cada ano, pois está ligada ao calendário lunar e à celebração de Corpus Christi. Por isso, costuma realizar-se entre os meses de maio e junho.
O Sincretismo nos Andes
A festividade homenageia tanto o Senhor de Qoyllur Rit’i quanto os Apus, espíritos tutelares das montanhas. Nela se entrelaçam as práticas do catolicismo com a profunda cosmovisão andina, dando origem a um sincretismo único, onde a fé cristã convive com o respeito ancestral à natureza e às divindades dos Andes.
Danças tradicionais de Qoyllur Rit’i
- Qhapaq Qolla: Representam os comerciantes do altiplano, com trajes que evocam o comércio e a cultura andina.
- Chunchos: Dançarinos da selva, guardiões simbólicos da Virgem, com vestimentas exuberantes e máscaras.
- Saqras: Espíritos travessos com máscaras coloridas e acrobacias, que satirizam e animam a festividade.
- Qhapaq Negro: Recordam a herança afro-peruana na região andina.
- Pablitos: Jovens que vestem trajes distintivos de sua nação e mantêm a ordem, preservando a tradição.
Conclusão
O Qoyllur Rit’i é uma peregrinação andina que reúne mais de 100.000 pessoas em um encontro único de fé, cultura e natureza. Com procissões solenes, danças tradicionais como Qhapaq Qolla, Chunchos e Ukukus, e rituais de purificação nos glaciares, esta festividade oferece ao viajante uma experiência autêntica e transformadora. Em síntese, é mais que uma festa: é um convite para viver a espiritualidade dos Andes e descobrir um patrimônio cultural que emociona e encanta.
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